O barulho do motor anunciou a chegada da caminhonete. Dois rapazes saltaram da carroceria com o tanque de água, dentro dele várias carpas coloridas se movendo em círculos lentos.
Um deles, mais falante, veio todo sorridente na direção de Tina. Miguel já estava com ela para ajudar.
— É o primeiro sábado que vou dizer que gostei de trabalhar…
Máximo, que observava a cena a poucos passos, cruzou os braços e franziu o cenho. O olhar dele denunciava um ciúme que nem ele sabia de onde vinha.
Tina, por outro lado, manteve a compostura. Não era mulher de se intimidar com gracinha de rapaz novo, mas também não perdia a chance de colocar alguém em seu devido lugar, sempre com classe e ironia.
— Que bom. Respondeu ela, com um sorriso calmo.
— Vou avisar a dona dessa aliança aí na sua mão que ela pode te chamar para ir ao cinema, já que você anda tão animado com os sábados.
O rapaz olhou para o próprio dedo, desconcertado, e coçou a cabeça.
— Ela é uma boa mulher…
— Então, a respeite e faça seu s