Quatorze anos antes… Eduardo
Sempre achou engraçado como o som do sinal da escola parecia o mesmo todos os dias - estridente, impessoal, quase autoritário.
Mas naquela manhã, ele não conseguia pensar em nada além da nova cartinha que encontrara dentro do armário.
O envelope lilás, dobrado com cuidado, tinha o mesmo perfume leve das outras - algo entre lavanda e papel novo.
Nenhuma assinatura. Só uma letra delicada, redonda, mal disfarçada que ele reconheceria em qualquer lugar.
“Você me