DULCE
Eu estava saindo da clínica de reabilitação quando meu celular tocou.
Nem precisei olhar para a tela.
Por algum motivo, eu já sabia quem era.
Damião.
Atendi imediatamente.
— Alô?
— Dulce.
A voz grave soou do outro lado da linha.
Estranhamente familiar.
Estranhamente reconfortante.
— Como ela está?
Eu sabia exatamente de quem ele estava falando.
— Sua mãe está bem.
Ouvi o ar deixar seus pulmões.
Como se ele estivesse segurando a respiração desde que recebeu a notícia.
— Tem certeza?
— Sim.