LIA
Respirei fundo três vezes antes de tocar a campainha. A mansão de Alexandre parecia ainda mais opulenta sob a luz da tarde. Meu coração batia no ritmo de um tambor ansioso: precisava deste emprego para viver, e precisava ir embora a tempo para meu outro trabalho, o que me forçava a pagar para sobreviver.
A porta se abriu antes que eu sequer terminasse a terceira respiração. Maria, a vizinha e agora colega de trabalho, sorria aliviada.
— Ah, Lia! Que bom que chegou! Estava começando a fi