O hospital que antes fora um lugar de chantagens e medo para Lia, agora se tornava o palco de uma vigília silenciosa e desesperada. No corredor da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o relógio na parede parecia marcar cada segundo com uma martelada no coração de Lia. Ela estava sentada com as mãos entrelaçadas, os olhos vermelhos e fixos na porta dupla de metal.
Alexandre apareceu vindo do café, trazendo dois copos de papel. Ele se sentou ao lado dela, em silêncio, e colocou a mão sobre o ombr