LIA
Eu cheguei ao Hospital Santa Emília ofegante, a roupa amarrotada e o cabelo desgrenhado. Minha aparência era o oposto do que Alexandre esperava de uma babá; eu parecia uma fugitiva.
Alexandre estava no corredor, tenso, mas seus olhos se iluminaram com um alívio irracional ao me ver.
— Lia! Você veio!
— Onde está a Lorena? — Eu ignorei a culpa e o beijo, focando apenas na menina.
— Está na UTI pediátrica, mas está estável. Eles induziram o sono para monitorar a reação à dose excessiva. O méd