A lua ainda dominava o céu do morro, espalhando um brilho prateado que se infiltrava pelas frestas do barraco de Isis. A madrugada escorria preguiçosa pelas vielas, mas ali dentro, o tempo não existia. Theo estava encostado na parede, com dois copos nas mãos. Não era vinho — era uma bebida artesanal, forte, adocicada, feita por um dos antigos da comunidade. Gosto de raiz e coragem.
Ele estendeu um dos copos a Isis, o olhar carregado de malícia, um meio sorriso nos lábios, como quem já sabia ao