A sala onde Theo dormia ainda carregava os vestígios da fúria de Isis. Livros no chão, prateleiras caídas, roupas espalhadas, lençol rasgado, gavetas fora do lugar. A janela mal fechava. O cheiro era de poeira e silêncio.
Ela entrou devagar. Não como quem invade. Mas como quem retorna ao campo de batalha onde perdeu.
Parou no meio da bagunça. Respirou fundo.
— Cadê, Theo? Onde você colocou? — murmurou, olhando ao redor.
Bê tinha falado. Tinha certeza. Existia outro arquivo. Um verdadeiro.