Theo acordou antes do sol. O céu ainda era um manto cinza sobre o morro. A ONG dormia, mas ele não. Não conseguia. Fazia dias que carregava a decisão no peito, em silêncio. Cada passo que dava ali dentro parecia um adeus não dito.
Na sala da ONG, ele sentou sozinho com o caderno no colo. A capa estava gasta, o miolo cheio de rascunhos, relatos, sentimentos. O arquivo. O verdadeiro. Aquele que só Bê sabia que existia. E que, se o pior acontecesse, teria que ir parar nas mãos de Isis.
Ele escre