No "covil das bruxas" — como Leo costumava chamar a sala de chá privativa de Margareth na mansão — o ar parecia ter esfriado dez graus. Soraya andava de um lado para o outro, os saltos batendo no chão com uma fúria rítmica. Ela já sabia de tudo. Margareth fizera questão de descrever, com detalhes sórdidos, a cena que presenciara na cobertura de Giorgio naquela manhã.
— Roupas espalhadas pela sala, Soraya. Um rastro de vulgaridade que ia da porta até o quarto — Margareth dizia, enquanto servia o