A sala do conselho administrativo do Grupo Cezario estava carregada com uma tensão elétrica. Margareth havia plantado a semente da dúvida, e três dos acionistas majoritários estavam ali para colher a cabeça de Giorgio. O argumento era o de sempre: "conflito de interesses" e "distração emocional".
— Estamos preocupados, Giorgio — começou o Sr. Arantes, um homem cujo conservadorismo era tão rígido quanto seu terno. — O uso da imagem da empresa em eventos de... caráter boêmio, e a sua hesitação em fechar o contrato do showroom com a família Sousa, estão afetando a percepção de estabilidade do grupo.
Giorgio, no entanto, não parecia um homem acuado. Pelo contrário. Ele se levantou, caminhou até o centro da sala e abriu uma projeção que não mostrava obras de arte, mas números frios e gráficos de crescimento.
— Estabilidade, Arantes? — a voz de Giorgio era um trovão controlado. — Desde o leilão, as menções espontâneas à marca Cezario na mídia nacional cresceram 40%. Estamos sendo vistos com