O despertar de Ísis foi lento, embalado por uma sensação de leveza que ela não sentia há uma década. Antes mesmo de abrir os olhos, um aroma familiar invadiu seus sentidos: café recém-passado e torradas, um cheiro que remetia ao cuidado e à segurança. Por um momento, ela manteve as pálpebras fechadas, temendo que, ao abri-las, a cobertura luxuosa desaparecesse e ela estivesse de volta à sua rotina de incertezas.
Mas o calor do lençol de seda e a memória vibrante dos toques de Giorgio na noite anterior eram reais. Ela abriu os olhos e fitou cada detalhe do quarto moderno, permitindo que um sorriso involuntário iluminasse seu rosto.
Ísis caminhou até o banheiro de mármore para sua higiene matinal, deixando a água morna lavar o cansaço, mas não a sensação da pele dele contra a sua. Ao sair, dirigiu-se ao closet imenso de Giorgio. Seus olhos percorreram as fileiras de ternos impecáveis até pararem nas camisas de algodão. Ela escolheu uma camiseta branca dele, sentindo o perfume de sândalo