O galpão industrial que serviria de palco para o "Cores Proibidas" fervilhava com uma energia caótica e produtiva. Leo estava no topo de uma escada, ajustando um refletor de luz quente sobre a obra principal, enquanto Eleonor comandava uma equipe de garçons que organizava as taças de cristal sobre mesas de madeira rústica. O som de marteladas e o zumbido de furadeiras ecoavam pelo pé-direito alto, misturando-se ao nervosismo palpável.
— O curador de São Paulo acaba de pousar no aeroporto regional! — gritou Leo, descendo os degraus dois a dois, o rosto suado, mas com um sorriso vitorioso. — Ísis, isso não é mais um leilão de bairro. É o evento do ano.
Ísis, com os cabelos presos e um avental manchado, observava tudo com um misto de assombro e confiança. Cada detalhe, desde o cheiro do café sendo preparado até a disposição das telas, gritava resistência. Ela se sentia como uma general preparando suas tropas para a batalha mais importante de sua vida.
— Estamos prontos — murmurou ela, ma