O loft estava silencioso após a partida de Giorgio, mas a eletricidade do quase beijo ainda parecia estalar nos cantos da sala. Ísis caminhou lentamente até o centro do ateliê, parando diante da grande tela que permanecera escondida por tanto tempo. Com um movimento decidido, ela puxou o lençol.
A obra não era apenas uma pintura; era uma confissão. Tons de azul profundo se misturavam a laranjas incandescentes e toques de ocre, criando uma forma abstrata que, para um olhar atento, revelava o ent