Julia abriu os olhos e viu um teto branco. Olhou para o lado e viu o homem que até pouco tempo acreditava ser seu marido. Tentou se afastar, mas logo sentiu alguém segurar sua perna.
— Ei, está tudo bem agora — falou um médico.
— Ela vai poder ir para casa? — perguntou Matthew, que ainda se passava por Otto.
— Vai sim. Você disse que ela teve uma crise de ansiedade antes, não é? Precisa só da receita para os remédios e já estarão liberados.
Ele já ia saindo, anotando algo na prancheta.
— Não! Não, não, não! — Julia falou alto, olhando para o médico.
Ele voltou a atenção para ela.
— O que foi, Julia? Não se sente bem? — perguntou o médico calmamente.
— Não me deixa ir, por favor, não me deixa ir... — implorou.
— Não quer ir para casa, Julia? — perguntou intrigado.
— Com ele não, por favor... — o pânico crescente transparecia em sua voz.
— Mas, Julia, seu marido quer levá-la para casa, onde pode ficar à vontade, em um ambiente conhecido.
— Não! — começou a chorar.
— Me conta o que está