A porta se fechou atrás de mim com um som seco demais para ser apenas madeira.
Fiquei parada por um instante no jardim, a mala ainda na mão, como se o corpo precisasse de um segundo para entender que aquilo era real. A casa permanecia intacta atrás de mim. Iluminada. Silenciosa. Perfeita demais para ter acabado de expulsar alguém.
Respirei fundo.
O ar estava mais frio do que eu esperava. Ou talvez eu estivesse quente demais por dentro para perceber antes.
Dei alguns passos pelo caminho de pedra,