Pedro demorou um segundo inteiro para sorrir.
Não foi o sorriso automático que eu lembrava da adolescência, aquele que vinha rápido e iluminava o rosto inteiro. Foi um sorriso mais contido, como se precisasse confirmar que eu era mesmo real antes de existir.
— Você… — ele começou, ainda me olhando como quem tenta ajustar uma imagem fora de foco. — Você está aqui.
A frase parecia simples, mas carregava tudo o que não estava sendo dito.
— Estou — respondi.
Por alguns segundos, nenhum de nós soube