Adrian
Eu devia me sentir aliviado por ter parado.
Mas não é isso que fica.
O que fica é a culpa. Grossa. Incômoda. E uma raiva surda que não sei bem pra onde direcionar.
Raiva de mim.
Raiva dela.
Raiva do quanto aquele beijo foi fácil.
Não foi um erro impulsivo. Foi pior. Foi desejo. Claro. Direto. Sem desculpa.
Eu a beijei porque quis.
Porque quando encostei nela, alguma coisa que eu mantenho enterrada há anos resolveu acordar. E isso não pode acontecer. Não aqui. Não com ela.
Ela trabalha pra