Isa
Aurora acorda chorando.
O som corta o silêncio da casa como um alarme.
Chego ao quarto quase ao mesmo tempo que ele. Paramos na porta, os dois, surpresos demais pra disfarçar.
Por um segundo, ninguém se move.
O senhor Lancaster respira fundo, tenso, como se a minha presença ali quebrasse um silêncio que ele vinha mantendo à força.
Não espero.
Vou até a cama.
— Shhh… tá tudo bem, meu amor — sussurro, pegando Aurora no colo antes que o choro vire pânico.
Ela se agarra em mim na hora, o rostin