Ela entra no escritório devagar.
Os passos quase silenciosos no piso escuro, como se tivesse medo até de respirar aqui dentro.
Fecha a porta atrás de si.
Eu continuo em pé atrás da mesa.
Observando.
Isa para alguns passos à minha frente. As mãos estão apertadas uma na outra, os dedos tremendo.
O rosto ainda está molhado.
Ela tenta falar.
Nada sai.
Engole em seco.
— Eu… — a voz falha.
Ela passa a mão no rosto, limpando lágrimas que continuam surgindo.
— Eu não sabia o que fazer…
O ar entra curto