Nada aconteceu nas horas seguintes.
E, mais uma vez, foi isso que deixou Dominic em alerta máximo.
A mansão manteve o funcionamento impecável: turnos cumpridos, sensores estáveis, relatórios fluindo sem ruídos aparentes. Anthony não dormiu. Não por heroísmo — por incapacidade. Ele conhecia demais aquele tipo de silêncio. Era o mesmo que precedia falhas sistêmicas em larga escala, quando todos os indicadores diziam normal, mas a matemática interna gritava erro iminente.
— Ela parou — Anthony disse, por fim, ao amanhecer. — Nenhuma tentativa de ajuste. Nenhuma movimentação lateral. Nenhum pedido indireto.
Dominic observava a tela principal, braços cruzados, expressão tensa.
— Isabella nunca para — respondeu. — Ela muda de plano.
Anthony assentiu.
— Ou já executou o que precisava.
A frase ficou suspensa no ar, pesada demais para ser descartada.
No andar superior, Elena sentia o peso daquele mesmo intervalo vazio. Não era paranoia. Era leitura de ambiente. O fluxo humano estava diferente.