O resto do dia deveria ter sido normal. Rotina, horários, soneca, lanche, atividades. Mas nada em Elena parecia capaz de voltar ao normal depois das últimas vinte e quatro horas. A informação de que seu nome aparecera nos relatórios novamente não era só assustadora — era desestabilizadora. Ela sentia como se cada parede da mansão tivesse olhos, como se qualquer som pudesse ser um indício de que alguém estava se aproximando.
E Dominic… Dominic parecia estar carregando a culpa como uma sombra contínua.
Liam brincava no tapete da sala, concentrado em um quebra-cabeça simples, quando Elena tentou distraí-lo com uma historinha improvisada. Mas sua voz saía trêmula demais para convencer até a si mesma.
— Peça, E…na — Liam murmurou, entregando-lhe uma peça azul.
— Obrigada, meu amor — ela respondeu, sorrindo fraco.
Liam era o único ponto de luz naquele caos silencioso. Mas até isso agora tinha peso. Ele percebia. Sentia. Crianças sempre sentiam.
Quando Elena colocou a peça no lugar, ou