A manhã avançava lentamente dentro da mansão Valenti, como se o ar carregasse uma tensão que ninguém ousava nomear. Elena ainda sentia o peso da conversa da noite anterior, a confissão contida que dominara Dominic, aquele olhar que parecia sempre guardar mais do que revelava. Ainda assim, ela respirou fundo e manteve o foco: Liam em primeiro lugar. Sempre.
Ela abriu as cortinas do quarto infantil, deixando a luz dourada entrar. Liam estava sentado no tapete, segurando dois blocos de montar azul e verde, ajeitando-os com a língua entre os dentes — um hábito concentrado que ele sempre tinha quando tentava algo difícil.
— Bom dia, meu campeão — disse Elena, sentando-se ao lado dele.
Ele ergueu os olhos, o sorriso largo de quem confiava nela mais do que em qualquer outro adulto.
— E… Lena! — disse, com um esforço doce, quase orgulhoso de si mesmo.
Ela piscou, surpresa.
— “Elena”? Você falou quase certinho! — comemorou, abrindo os braços.
Liam riu, jogou-se nela e enterrou o