A biblioteca ainda parecia respirar o que tinha acontecido ali. O ar estava mais quente, mais denso, como se os livros e as paredes guardassem a memória do que fora quebrado. Dante permanecia próximo, o corpo ainda em alerta, o olhar escuro e atento como se tivesse acabado de atravessar algo sem volta.
Eu sentia o mesmo.
Não havia constrangimento. Havia uma quietude nova, aquela que só surge depois de uma entrega real. Um tipo de silêncio que não pede explicação, porque tudo já foi dito com