A luz da manhã entrou no quarto devagar, filtrada pelas cortinas, trazendo consigo uma quietude diferente daquela da noite. Não era o silêncio de quem dorme. Era o silêncio de quem acorda em um mundo que, de repente, não é mais o mesmo.
Eu abri os olhos sentindo o corpo ainda quente, sensível, como se cada centímetro guardasse a memória do que havia acontecido horas antes. Não precisei olhar ao redor para saber que Dante tinha estado ali. O quarto parecia carregado de uma presença que não se di