A casa estava quieta de um jeito que só acontecia depois que Lorenzo adormecia de verdade. Não aquele sono leve do início da noite, mas o sono profundo, seguro, que fazia os corredores parecerem maiores e os sons mais distantes. As luzes estavam baixas, os funcionários recolhidos, e o mundo, pela primeira vez naquele dia, parecia pequeno o suficiente para caber em um segredo.
Eu estava no meu quarto, sentada na beira da cama, ainda vestida, tentando fingir que o corpo não vibrava de expectativa