Capítulo 9

Anny

No décimo quinto dia, eu acordei antes do sol. Não porque o despertador tocou, mas porque o estômago não deixava dormir. Não era enjoo. Ainda. Era ansiedade pura, roendo por dentro.

A governanta bateu na porta, cuidadosa.

— Anny… já está na hora.

Sentei na cama grande demais para mim e respirei fundo. Vesti a calça jeans mais folgada que tinha, uma blusa simples e o casaco que encontrei no armário. Na cadeira, alguém tinha deixado um boné escuro e um par de óculos de sol.

Disfarce.

Desci acompanhada de um segurança. No caminho, evitei olhar para qualquer lado. Os poucos funcionários que já estavam acordados fingiram que não viram. Fingir era o novo esporte daquela casa.

Do lado de fora, um carro preto nos esperava. O motorista abriu a porta traseira sem falar nada. Entrei. O vidro era escuro, mas mesmo assim coloquei os óculos e puxei o boné até quase cobrir as sobrancelhas.

Ninguém podia saber quem eu era. Naquele momento, nem eu sabia direito.

A clínica particular cheirava a
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