Anny
No décimo quinto dia, eu acordei antes do sol. Não porque o despertador tocou, mas porque o estômago não deixava dormir. Não era enjoo. Ainda. Era ansiedade pura, roendo por dentro.
A governanta bateu na porta, cuidadosa.
— Anny… já está na hora.
Sentei na cama grande demais para mim e respirei fundo. Vesti a calça jeans mais folgada que tinha, uma blusa simples e o casaco que encontrei no armário. Na cadeira, alguém tinha deixado um boné escuro e um par de óculos de sol.
Disfarce.
Desci