Samuel
Eu sempre soube que a Anny escrevia bem. Sabia desde a época dos bilhetes deixados na porta do quarto, das anotações organizadas na agenda com letra pequena e firme.
Mas ver, com meus próprios olhos, ela sentada na mesa com o notebook aberto, o rosto sério, os dedos indo rápido nas teclas… foi diferente.
Dessa vez, ela não estava só anotando horário de mamada ou lista de compras. Ela estava escrevendo a própria história. E isso dava um orgulho enorme. E um medo na mesma proporção.
Naqu