Anny
O dia da saída não teve música triste, nem caminhão de mudança na porta. Teve uma mala pequena em cima da cama, uma mochila no chão e uma bolsa de bebê aberta, esperando fraldas e paninhos. Eu dobrei a primeira peça de roupa com calma.
— Só o que é nosso. — falei pra mim mesma.
Coloquei na mala algumas roupas minhas, duas calças, alguns vestidos, duas blusas que eu realmente gostava.
Na mochila foram o diário, a foto da minha família, uma lembrança boba do meu irmão mais novo, meia dúz