Anny
Acordei com um peso conhecido nas costas e um silêncio estranho no quarto. Andryel dormia ao meu lado, no meio da cama, as mãozinhas abertas, como se abraçasse o mundo. Virei o rosto e vi Samuel.
Estava na poltrona, de terno, a cabeça pendida pro lado, o corpo todo torto, como se tivesse apagado ali tentando provar que não ia embora. Por um segundo, a imagem me deu raiva e carinho ao mesmo tempo.
Levantei devagar pra não acordar o bebê. Peguei uma manta no pé da cama, caminhei até ele e