Samuel
Os boatos começaram como pontos soltos na internet, mas logo viraram rede. Primeiro, uma notinha num blog de fofoca que adora falar de ricaço entediado:
— “Fontes próximas garantem que o casamento do presidente da Zaskc Joias passa por uma fase delicada”.
Depois, outra:
— “Circulam rumores de um possível herdeiro mantido longe dos holofotes”.
No começo, o departamento de comunicação ria.
— Isso dá engajamento, presidente. — diziam. — A gente não confirma, não nega, deixa morrer.
Mas boato que encosta em verdade não morre fácil. Em pouco tempo, os conselheiros me chamam para uma reunião “extraordinária”.
Sala de vidro, vista para a cidade, todos sentados em volta da mesa como se fossem juízes. Um deles puxa uma pasta de recortes de tela, prints de matérias, comentários, manchetes sensacionalistas.
— Precisamos de uma posição oficial. — ele diz. — Uma entrevista, uma nota, alguma coisa que desminta a crise conjugal e esse tal “herdeiro escondido”.
Outro complementa:
— A empre