Samuel
Chamar a Anny de esposa nas primeiras semanas foi uma sensação curiosa. Não era como se, de um dia pro outro, nossa vida tivesse virado outra.
A rotina continuava cheia de coisa, empresa, escola, consulta de rotina do Andryel, conta pra pagar, louça na pia.
Mas, cada vez que eu falava “minha esposa” em voz alta, parecia que a palavra finalmente tinha alcançado o que a gente já vivia há muito tempo.
Não era título bonito pra enfeitar. Era nome pra uma parceria que já existia na prática.