O segundo dia começou com um grito.
— ACORDA, A GENTE TÁ EM ANGRA! — Joana berrava, pulando entre as duas camas, o cabelo parecendo uma nuvem revoltada.
— E Angra vai embora se a gente não acordar? — perguntei, ainda de olhos fechados.
— Vai ficar mais longe — ela respondeu, convicta. — E eu quero ela mais perto.
Abri os olhos.
O quarto parecia cena de filme de férias: cortina aberta deixando entrar um sol indecente, vista parcial do mar, mala semi‑aberta com meia pra fora, brinquedo no chão.
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