(na voz do Matteo)
Eu sempre achei que, um dia, as coisas iam “se encaixar”. Não no sentido de serem perfeitas — eu já tinha desistido dessa fantasia cedo —, mas de pelo menos pararem de cair uma em cima da outra o tempo todo.
Só que a vida não funciona assim.
Depois do sequestro, do hospital, da polícia, do advogado, da imprensa, o que sobrou não foi uma foto bonita de família emoldurada.
O que sobrou foi a gente: eu, Emmy e Joana, cada um com uma cicatriz nova, tentando entender como é que se