Ana não dormiu de verdade.
O corpo repousou por intervalos curtos, mas a mente permaneceu em vigília, como se ainda estivesse no corredor, com a mão apoiada na parede fria, tentando entender em que ponto uma ajuda simples se transformara em algo que não cabia mais nas regras.
O beijo tinha sido breve. Contido. Ainda assim, parecia ocupar todos os espaços.
Ela virou de um lado para o outro até o relógio marcar um horário que já não era madrugada e ainda não era manhã. Quando finalmente peg