(Pov: Natan)
Natan permaneceu parado na sala por tempo demais.
A casa estava silenciosa, mas não vazia. Havia algo vibrando sob a superfície, uma espécie de resíduo elétrico que não desaparecia com respiração controlada nem com disciplina mental. Ele apoiou as mãos na mesa, inclinou o tronco para frente e respirou fundo, tentando encontrar o eixo que sempre encontrava.
Não encontrou.
— Idiota — murmurou, para ninguém.
O que estava pensando?
Nada naquilo fazia sentido.
Ele não cruz