Ana já estava quase no fim do corredor quando ouviu o som.
Não foi alto.
Foi pesado.
Um baque surdo, seguido de algo rolando no chão.
Ela parou.
O instinto veio antes do julgamento. Virou-se e voltou na direção do quarto dele com passos rápidos, mas controlados. Parou diante da porta, a mão suspensa por um segundo antes de bater.
— Senhor Roman? — chamou, firme. — Está tudo bem?
Nenhuma resposta.
O silêncio que veio depois não era tranquilo. Era vazio demais.
— Vou entrar — avisou. — Só para verificar.
Empurrou a porta com cuidado.
O quarto estava vazio.
A cama intacta. A luz acesa no banheiro. O som da água correndo constante demais para ser casual.
Ana avançou.
— Senhor Roman?
Nenhuma resposta.
Parou na porta do banheiro, respirou fundo e bateu de leve na madeira.
— Com licença.
Empurrou a porta.
A cena que encontrou foi, por um instante, absurda demais para ser processada rápido.
Natan estava sentado no chão do box, encostado na parede fria,