Ana já estava quase no fim do corredor quando ouviu o som.
Não foi alto.
Foi pesado.
Um baque surdo, seguido de algo rolando no chão.
Ela parou.
O instinto veio antes do julgamento. Virou-se e voltou na direção do quarto dele com passos rápidos, mas controlados. Parou diante da porta, a mão suspensa por um segundo antes de bater.
— Senhor Roman? — chamou, firme. — Está tudo bem?
Nenhuma resposta.
O silêncio que veio depois não era tranquilo. Era vazio demais.
— Vou entrar — av