ABEL ARRUDA
Eu sempre disse que meu bunker era o lugar mais seguro do hemisfério sul. Três portas de aço reforçado, reconhecimento biométrico de retina e um sistema de contra-inteligência que fritaria qualquer hardware invasor. O silêncio aqui embaixo não é um vazio; é um campo de força alimentado por servidores que nunca dormem. Mas eu esqueci de uma variável: Isadora Galarza não é um software. Ela é uma força da natureza que não obedece a algoritmos, uma anomalia sistêmica que eu mesmo, em um