Raia flutuava em escuridão.
Não havia dor aqui. Não havia medo. Apenas vazio suave e silencioso que a envolvia como água morna.
Era pacífico.
Quase... convidativo.
Seria tão fácil apenas deixar-se afundar. Deixar ir. Parar de lutar.
Mas algo puxava. Distante. Insistente.
Uma corda invisível amarrada ao seu coração, puxando, puxando, sempre puxando...
Marta segurava a mão de Raia há horas.
O curandeiro viera um homem velho com cheiro de ervas e dúvida examinara a garota inconsciente, e balançara