Raia acordou com calor.
Não o calor suave de cobertores ou lareira, mas algo mais intenso. Vivo. Pulsante contra suas costas como fornalha contida.
Seus olhos se abriram lentamente, ajustando-se à penumbra. Não estava mais no quartinho da taberna. As paredes de pedra, o teto alto, o cheiro de montanha...
A fortaleza.
Ele a trouxera de volta.
Pânico começou a se instalar, e Raia tentou se mover. Levantar. Afastar-se do calor às suas costas.
Mas não conseguiu.
Um braço pesado, inamovível estava