A manhã tinha começado tranquila e o sol entrava tímido pelas janelas altas do quarto de Cecília, desenhando faixas claras no chão de madeira. Eu estava sentada no tapete, com alguns cadernos abertos ao meu lado, enquanto ela desenhava concentrada, a língua presa no canto da boca, como sempre fazia quando estava imersa em algo só dela. O lápis de cor ia e voltava pelo papel, criando formas que só ela parecia entender completamente. Eu observava em silêncio.
Minha cabeça ainda estava cheia de pe