— Está com fome? — Adriano me perguntou no meio da calçada.
Eu quase não acreditei no que ouvi. Não apenas pelo convite, mas pela forma como foi dito. Adriano não estava me dando ordem. Estava apenas... me perguntando algo.
— Estou — respondi, tentando disfarçar o sorriso que insistia em surgir.
Entramos no carro e rodamos poucas quadras até surgir um restaurante simples, de fachada antiga, com janelas grandes e cortinas claras. Assim que atravessamos a porta, um homem baixo, sorridente, de ave