Acordei com batidas fortes na porta do meu quarto. Eram pancadas secas e impacientes. Abri os olhos e percebi que o quarto ainda estava mergulhado numa penumbra azulada. Demorei alguns segundos para entender o que estava acontecendo, porque meu corpo estava pesado e a cabeça lenta.
As batidas vieram de novo, mais fortes.
— Já vai! — respondi, a voz rouca.
Levantei-me tateando o chão frio. Abri a porta quase no impulso — e dei de cara com Adriano.
Ele estava parado ali, ereto, os braços rígidos