O caminho até o apartamento foi silencioso.
Permaneci no banco traseiro, com a bolsa no colo e o celular preso entre os dedos, tentando fingir que não estava irritada.
Mas estava.
Muito.
O motorista não tentou puxar assunto. Não olhou pelo retrovisor mais do que o necessário. Não perguntou nada.
Só dirigiu.
Calado.
Educado.
Seguindo ordens.
E talvez fosse isso que mais me incomodasse.
Sebastian não precisava estar ali para fazer a presença dele pesar dentro do carro. Estava no silêncio do motor