Eu não dormi.
Não depois daquilo.
Não depois da cozinha escura, da mão de Sebastian no meu rosto, dos dedos dele no meu cabelo e da minha completa falta de juízo ao não recuar.
Virei de um lado para o outro a noite inteira tentando convencer minha cabeça de que nada tinha acontecido.
Mentira.
Tinha acontecido.
E Dona Marta tinha visto.
Meu Deus.
Dona Marta tinha visto.
Desci na manhã seguinte com o rosto quente antes mesmo de chegar à cozinha.
Ela estava perto da bancada, preparando a bandeja d