Ela passou por mim sem dizer nada, sem diminuir o passo, sem hesitar.
A mochila balançava de leve no ombro enquanto atravessava o hall como se eu fosse apenas parte da arquitetura — algo que estava ali, mas que não exigia reação.
Uma planta. Um móvel. Uma parede.
Fiquei parada por um instante, talvez esperando um gesto mínimo, um segundo olhar, qualquer sinal de curiosidade. Nada. Ela subiu a escada e desapareceu no andar de cima.
O que eu senti não foi exatamente rejeição.
Foi ausência.
Respir