A manhã passou estranha.
Não lenta.
Não rápida.
Só… estranha.
Quando percebi, o sol já tinha invadido o jardim e a luz atravessava as janelas como se nada tivesse peso naquela casa. Como se tudo ali funcionasse sozinho. Como se as pessoas fossem apenas peças bem posicionadas dentro de uma engrenagem silenciosa.
E eu ainda estava tentando descobrir em qual parte daquela máquina eu tinha sido encaixada.
O celular vibrou na minha mão e o som quase me fez sobressaltar.
Mensagem.
Era da minha amiga.