A Lily estava sentada no tapete do quarto, com as pernas dobradas de lado, organizando pequenos blocos coloridos em fileiras quase perfeitas. Azul com azul. Amarelo com amarelo. Vermelho com vermelho.
Tudo separado, alinhado, correto demais para uma criança de seis anos — como se até brincar precisasse seguir uma regra invisível.
Eu me sentei no chão, a uma distância respeitosa, encostada na lateral da cama, observando em silêncio. Não queria invadir, interromper, nem parecer mais uma adulta ch