Acordei com a voz de Verônica ainda presa na minha cabeça.
"Eu vou descobrir o ponto fraco dela."
A frase tinha atravessado a noite comigo. Ficou no quarto de hóspedes, entre a mala mal acomodada no canto, as poucas roupas no armário e o celular sobre a cômoda, onde as mensagens do Brasil pareciam me lembrar que meus pontos fracos não eram difíceis de encontrar. Meu pai. Minha mãe. Minha irmã. O contrato. A distância. A necessidade.
Eu tinha vindo para trabalhar.
Mas, naquela casa, trabalhar