A porta se abriu alguns segundos depois da minha batida.
Minha mãe apareceu do outro lado com o rosto cansado e os olhos vermelhos, como se tivesse passado horas chorando. Mesmo assim tentou disfarçar. Passou a mão pelo rosto rapidamente antes de me olhar, como se aquele gesto pudesse esconder qualquer sinal de fraqueza.
Por um momento ficamos apenas nos encarando.
— O que foi? — ela perguntou.
A voz saiu firme, mas havia um cansaço nela que eu não estava acostumada a ouvir.
Engoli em seco.
— P